sábado, 8 de outubro de 2011
notas: poemas hesiódicos
As notas foram enviadas por email; favor não o responder. Mais sobre a correção na próxima aula, final de outubro. Quem não foi informado de sua nota, favor enviar um email para o meu hotmail.
domingo, 2 de outubro de 2011
Hino cultual e 'Trabalhos e dias' versos 1-10
Veja o hino-prece feito pelo sacerdote Crises após ser desonrado por Agamêmnon em 'Ilíada 1, 35-43':
Então afastou-se e, insistente, rezou o ancião
ao senhor Apolo, a quem gerou Leto bela-coma:
"Ouve-me, arco-prateado, tu que por Crises zelas
e pela numinosa Cila e a Tenedos reges com poder;
Esminteu: se uma vez, um agrado, te cobri a morada
ou se uma vez te queimei gordas coxas
de touros e cabras, para mim cumpri este desejo:
paguem os dânaos minhas lágrimas com teus projéteis."
Assim falou, rezando, e o ouviu Febo Apolo.
Trabalhos e dias: distribuição dos versos
aula 1: versos 1-105
aula 2: 106-286
aula 3: 287-380
aula 4: 366-617
aula 5: 618-828
aula 2: 106-286
aula 3: 287-380
aula 4: 366-617
aula 5: 618-828
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
'Magia no mundo grego antigo'
Trata-se da tradução de um excelente livro publicado pelo especialista em poesia e religião grega Derek Collins. O livro foi originalmente publicado pela Blackwell.
Sobre a edição brasileira, confira http://www.novasaber.com.br/listaprodutos.asp?idloja=4836&idproduto=1993439&q=Magia+no+Mundo+Grego+Antigo%3Cbr%3E280+P%E1ginas%3Cbr%3EDerek+Collins
Sobre a edição brasileira, confira http://www.novasaber.com.br/listaprodutos.asp?idloja=4836&idproduto=1993439&q=Magia+no+Mundo+Grego+Antigo%3Cbr%3E280+P%E1ginas%3Cbr%3EDerek+Collins
domingo, 18 de setembro de 2011
Tifeu: Anatólia, Ilíada e Teogonia
Não só os trechos da 'Teogonia', mas também a 'Ilíada' (abaixo, canto 2, v. 780-85, símile marcando o início da marcha dos aqueus), sustentam uma influência do mito hitita da luta da Serpente (Illuyankas) contra o deus-Tempestade sobre a épica grega:
E eles íam como se toda a terra fosse pastada por fogo:
Terra embaixoi gemia como sob Zeus prazer-no-raio
ao irar-se quando em volta de Tifeu fustigou Terra
entre os arimos, onde dizem ser o leito de Tifeu –
assim, sob os pés deles, forte gemia a terra
ao irem...
Acerca disso, cf. WATKINS, Calvert (1995) How to kill a dragon: aspects of Indo-European poetics. New York: Oxford University Press
sábado, 10 de setembro de 2011
ἄλλοτε δ' ἀλλοῖος Ζηνὸς νόος αἰγιόχοιο
e que, acho, é relativamente comum em ático (é-o em Eurípides) e sempre causa problemas (pra quem dela não se lembra). Veja que se abrirem o verbete allote ou, acho, mesmo allos num bom dicionário, vão encontrar várias expressões similares, ou seja, com dois termos em all- all- coordenados.
'ora [-te é temporal!!!] de um jeito [o -oi- do segundo all-] ora de outro é o espírito de Zeus porta-égide'
Verso 483 dos 'Trabalhos e dias' de Hesíodo, volta e meia reapropriado posteriormente.
Posto ela, na verdade, pela expressão que a abre
Via de regra, a expressão terá que ser traduzida por pelo menos 4 palavras em português, geralmente usando 'um... outro...'.
A tradução é algo como:
'ora [-te é temporal!!!] de um jeito [o -oi- do segundo all-] ora de outro é o espírito de Zeus porta-égide'
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Prova
Ao contrário do informado no "programa", o aluno poderá OPTAR entre os temas abaixo. Ressalto que não é obrigatória a utilização de bibliografia secundária.
Comente o par de opostos "força" e "astúcia" nos mitos de sucessão na Teogonia.
OU
Em relação ao chamado "proêmio" do poema, comente a) o movimento executado pelas Musas no andamento imagético do trecho, qual seja, do Hélicon para o Olimpo, b) o papel de Zeus e c) os diferentes resumos dos cantos das Musas. Repare que o "proêmio", aparentemente, "inicia" quatro vezes (vv. 1, 35, 53, 104).
Comente o par de opostos "força" e "astúcia" nos mitos de sucessão na Teogonia.
OU
Em relação ao chamado "proêmio" do poema, comente a) o movimento executado pelas Musas no andamento imagético do trecho, qual seja, do Hélicon para o Olimpo, b) o papel de Zeus e c) os diferentes resumos dos cantos das Musas. Repare que o "proêmio", aparentemente, "inicia" quatro vezes (vv. 1, 35, 53, 104).
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Sintaxe das orações subordinadas: trabalho
Todo aquele que quiser melhorar sua nota da primeira prova pode fazer o seguinte trabalho: analisar e traduzir as 10 primeiras orações subordinadas do diálogo 'Íon', de Platão, com base na análise feita em Rijksbaron 2007 (recomenda-se a utilização do comentário de Rijksbaron ao diálogo para o trabalho). As 10 frases referem-se a toda e qualquer subordinada, não apenas àquelas vistas em aula até a data de entrega do trabalho (ou seja, inclui condicionais, temporais, relativas, etc.). Os trabalhos devem ser individuais e entregues impreterivelmente na aula do dia 14 de setembro. Quem não puder ir à aula naquele dia deverá entregar o trabalho por email até dia 13; só serão aceitos trabalhos com caracteres gregos em fonte unicode.
A nota da prova, para quem fizer o trabalho, será a média harmônica entre as duas notas, trabalho e prova.
Esse trabalho valerá UNICAMENTE para a primeira prova. Um trabalho complementar às outras provas nesse formato só será decidido após a realização das mesmas.
A nota da prova, para quem fizer o trabalho, será a média harmônica entre as duas notas, trabalho e prova.
Esse trabalho valerá UNICAMENTE para a primeira prova. Um trabalho complementar às outras provas nesse formato só será decidido após a realização das mesmas.
sábado, 20 de agosto de 2011
"Árvore da vida"
Belíssimo filme, é uma 'teogonia' + 'trabalhos e dias' (a 1a parte do poema) contemporânea. Não deixem de assistir - no cinema.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Enuma Elis: mito babilônio da criação
Outro relato oriental que deve ser posto em paralelo com a 'Teogonia' [resumo abaixo igualmente baseado em Woodward]
No início somente existiam Apsu (masc.; água doce) e Tiamat (fem.; água salgada). Geram-se alguns pares de deuses até o nascimento de Anu que, por sua vez, gera Ea ("mestre de seus antepassados"). Essas gerações mais recentes comportam-se de forma estridente e perturbam Tiamat. A tentativa dos deuses mais velhos destruírem os mais jovens fracassa: Apsu é morto, e Ea torna-se pai de Marduk, um sr perfeito, que supera todos os deuses anteriores.
Volta a haver conflitos e prepara-se uma guerra, para a qual monstros são criados por Tiamat. Marduk, com a ajuda dos ventos, derrota o poderoso grupo ofensivo após negociar com seus aliados a supremacia sobre todos. Os inimigos são presos e Tiamat é parcialmente aniquilada, parcialmente dividida em duas partes: com uma parte cria os ceús, que enche de astros, com o restante, elementos da terra (montanhas, Eufrates e Tigre etc.). Marduk torna-se rei e planeja a construção de sua cidade e a criação da humanidade.
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